O Yoga tem como proposta alcançar estados extremamente sutis de consciência ampliada e autoconhecimento. Um dos aspectos mais fascinantes da prática é que esses estados são alcançados por meio de uma metodologia claramente definida com técnicas práticas, palpáveis e realizáveis por qualquer pessoa que queira seguir este caminho.

De acordo com a escola e o método adotado, algumas das técnicas podem ser ou não utilizadas, e também varia a proporção e sua forma de aplicação.

O universo de técnicas que o Yoga dispõe foi aprimorado e ampliado nos últimos cinco mil anos, de forma que hoje há uma verdadeira variedade de opções para que cada pessoa encontre a modalidade que mais se adequa à sua constituição. E dentro de cada modalidade existem muitas variações técnicas para auxiliar no seu desenvolvimento.

Entre os principais grupos de técnicas utilizados estão:

Ásana: posições e técnicas corporais.

Pránáyáma: práticas respiratórias e exercícios para ampliação da vitalidade.

Prátyáhara: desenvolvimento e abstração dos sentidos.

Dháraná: desenvolvimento da capacidade de concentração.

Dhyána: meditação.

Bandhas: contrações de plexos e glândulas.

Mudrá: selos e gestos simbólicos.

Pújá: prática motivacional e respeito as tradições ancestrais.

Nyása: identificação com arquétipos e ícones inspiradores.

Kriyá: técnicas de limpeza e purificação orgânica.

Yoganidrá: descontração, relaxamento e treinamento de pratyáhára.

Sat-sanga: reuniões festivas com praticantes e professores.

O desenvolvimento das técnicas práticas pressupõe a assimilação prévia dos conceitos éticos da filosofia, expressos nos yamas e niyamas (o código de ética do Yoga). Há também orientações práticas para melhorar a qualidade da alimentação e o estilo de vida, visto que estes elementos também têm impacto direto na evolução do praticante.

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